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Banco de redações da EPCAr: 40 redações reais com nota e correção

Por Pedro FerreiraPublicado em 17 de agosto de 20263 minutos de leitura
Em resumo
  • O banco reúne 40 redações reais de alunos aprovados na EPCAr, dos concursos de 2023, 2024 e 2026, cada uma em PDF com a nota e a correção aplicada.
  • As notas vão de 8,0 a 9,8, com média de 9,31. Nove redações tiraram 9,8, e mesmo essas têm erro marcado: dá para ver o que separa a nota quase perfeita da perfeita.
  • O PDF mostra o erro e quanto ele custou, porque a nota se forma descontando de 10. É o formato em que a banca corrige de verdade.
  • Várias fichas registram nota que subiu por recurso deferido. E um caso mostra o mesmo texto valendo notas diferentes conforme a tabela de descontos aplicada, com variação de até 1,7 ponto.
  • O acesso é gratuito e pede só um cadastro. Não é preciso ser aluno de turma paga.

A redação que tirou 9,8 também tem erro marcado. Isso é o que mais surpreende quem abre o banco de redações do Elementar pela primeira vez: são 40 redações reais de alunos aprovados na EPCAr, cada uma com a nota que tirou e a correção à vista, e nove delas tiraram 9,8 com marcação na folha assim mesmo. Você consegue ver, linha por linha, o que separa a nota quase perfeita da perfeita. O acesso é gratuito.

Escrevo isto porque a minha própria redação está lá, a de 2024, com os 9,8 que foram a maior nota da minha turma. E não porque ela seja um monumento: porque ela também tem marcação, e ver onde eu perdi ponto ensina mais do que ler um texto apresentado como impecável.

O que exatamente tem no banco?

O que o banco reúne
Quantidade40 redações reais, todas de candidatos aprovados
AnosConcursos de 2023, 2024 e 2026
NotasDe 8,0 a 9,8, com média de 9,31
FormatoPDF de cada redação, com os erros marcados e o desconto de cada um
FiltrosPor nota e por ano
PreçoGratuito, mediante cadastro

A faixa de notas é o que torna o banco útil como estudo, e não só como vitrine. Ter texto de 8,0 e texto de 9,8 lado a lado, corrigidos pelo mesmo critério, permite comparar o que muda de um para o outro. Redação modelo isolada mostra o destino e esconde o caminho. Uma escala mostra o caminho.

Estão ali as redações de gente que hoje é conhecida dentro do Elementar, incluindo o professor Yago Castelo, com 9,2 em 2023, e boa parte da turma Gripen de 2025. São candidatos que estavam exatamente na posição em que você está, escrevendo sob o mesmo tempo e a mesma pressão.

Por que ler correção rende mais do que escrever mais um texto

Escrever muito ajuda, e depois trava. O motivo é desconfortável de aceitar: quando você escreve, você é o único leitor que já sabe o que quis dizer. Isso torna quase impossível enxergar a frase ambígua, o parágrafo que não conclui e o repertório colado sem função. Você lê o que pretendia escrever, e não o que escreveu.

Dez textos sem correção entre eles produzem dez vezes o mesmo erro com dez temas diferentes. Ler a correção de um desconhecido quebra isso, porque diante do texto dele você não tem a intenção original para se apoiar, e enxerga o que está na folha. Depois de algumas dezenas de leituras assim, esse olhar passa a funcionar também no seu próprio texto. Como encaixar isso na rotina está em como treinar redação para a EPCAr.

Comece pela leitura, não pela folha em branco

40 redações corrigidas, gratuitas, a um cadastro de distância

Criar conta e acessar

Como estudar por uma redação corrigida

Abrir o banco e sair lendo texto atrás de texto rende pouco. Existe uma forma de ler que transforma leitura em treino, e ela tem quatro passos.

  1. Leia a redação sem olhar a nota. O número contamina a leitura: sabendo que tirou 8,0 você procura defeito, e sabendo que tirou 9,8 você perdoa tudo.
  2. Aponte os erros por escrito, com suas palavras, antes de ver a correção. É aqui que o treino acontece, e é o passo que quase todo mundo pula.
  3. Só então compare com o que a banca marcou. Onde vocês coincidem, seu olhar já está calibrado. Onde a banca marcou e você não viu, achou-se um ponto cego, e é o ponto cego que derruba nota sem aviso.
  4. Volte a um texto seu antigo e procure o mesmo erro. Ele quase sempre está lá. Corrigir na própria folha é o que fecha o ciclo.

Três redações lidas assim valem mais que vinte lidas de qualquer jeito. E o segundo passo é o que separa estudo de passatempo: sem registrar o seu palpite antes, você lê a correção concordando com tudo, o que produz a sensação de aprendizado sem o aprendizado.

Um atalho para quem tem pouco tempo: pegue uma redação de 8,0 e uma de 9,8 do mesmo ano e leia as duas em sequência, com as notas tapadas. A diferença entre elas costuma ser menor e mais concreta do que o candidato imagina, e enxergar isso desmonta a ideia de que nota alta depende de talento.

O banco também mostra recurso que deu certo

Essa parte quase ninguém percebe, e é a mais útil para quem já fez a prova. Várias fichas registram que a nota subiu depois de recurso deferido, com o valor anterior e o final anotados. Uma delas teve dois recursos aceitos. Em outra, a banca anulou um erro e reduziu o desconto de outro pela metade, e a nota subiu duas vezes.

Ver isso escrito muda o cálculo de quem recebeu uma nota abaixo do esperado e está decidindo se vale gastar energia com recurso. Não é promessa de reversão, porque a maioria dos pedidos não prospera. É demonstração de que a via existe e de que ela premia argumento sobre a aplicação do desconto, e não sobre o gosto pelo texto. O caminho completo está em como recorrer da nota de redação da EPCAr, e o que a banca costuma errar no espelho está em os erros no espelho de correção.

O ano em que o mesmo texto valeu duas notas

Há um caso documentado no banco que vale estudar sozinho, porque ensina de onde a nota realmente vem. No concurso de 2026, as redações foram corrigidas segundo o padrão de uma outra organização da Aeronáutica, o CIAAR, e não segundo o padrão da própria EPCAr. As correções foram refeitas e republicadas, e o que mudou nelas foi apenas quanto cada erro custava, que é o que separa um padrão do outro.

Os erros apontados continuaram os mesmos. Os textos continuaram os mesmos. Só o valor do desconto mudou, e as notas se moveram assim:

Nota pelo padrão anteriorNota após a recorreçãoDiferença
7,08,7+1,7
8,19,1+1,0
7,98,9+1,0
8,48,8+0,4

Casos registrados nas fichas do próprio banco de redações.

Guarde a lição, porque ela sobrevive ao episódio: em redação militar, a nota não sai do texto sozinha, sai do texto combinado com uma tabela de descontos. Dois candidatos com o mesmo desempenho recebem notas diferentes se a tabela aplicada for diferente. É por isso que discutir o valor do desconto é argumento legítimo de recurso, e reclamar que o texto era bom não é.

E é por isso que ler o espelho vale mais do que parece. Quem sabe quanto custa cada tipo de erro escreve escolhendo quais riscos correr, em vez de escrever no escuro e descobrir o preço depois.

Serve para AFA, EsPCEx e Colégio Naval?

O olhar treinado transfere: enxergar parágrafo que não conclui, repertório sem função e tese que some no meio do texto vale em qualquer banca. A régua não transfere, porque cada concurso tem estrutura, extensão e critério próprios, e escrever para uma banca no formato de outra custa ponto. As redações do banco são todas da EPCAr, então trate-as como treino de olhar, e confira o formato da sua prova no edital dela. As diferenças entre as duas provas mais confundidas estão em redação da AFA e da EPCAr, o que muda.


Perguntas frequentes

O banco de redações do Elementar é gratuito?
É gratuito e pede apenas a criação de uma conta, com nome, e-mail, telefone e senha, ou cadastro com conta Google. Não é preciso ser aluno de turma paga do Elementar para acessar as 40 redações corrigidas.
Quantas redações tem no banco e de quais anos?
São 40 redações reais de alunos aprovados na EPCAr, dos concursos de 2023, 2024 e 2026. As notas vão de 8,0 a 9,8, com média de 9,31, e nove delas tiraram 9,8. Dá para filtrar por nota e por ano, e cada redação está disponível em PDF.
As redações vêm com a correção da banca?
Vêm. Cada PDF traz os erros marcados e o desconto aplicado a cada um, que é como a nota se forma: parte-se de 10 e desconta-se por falha identificada. Mesmo as redações que tiraram 9,8 têm marcação na folha, o que permite ver exatamente o que separa a nota quase perfeita da perfeita.
Ler redação dos outros ajuda mais do que escrever a minha?
As duas coisas se somam, mas ler correção costuma destravar mais rápido no começo. Quando você escreve, já sabe o que quis dizer, e isso esconde a ambiguidade e o parágrafo que não conclui. Diante do texto de um desconhecido, você lê o que está na folha. Escrever muito sem correção entre um texto e outro tende a repetir o mesmo erro com temas diferentes.
Qual a melhor forma de estudar por uma redação corrigida?
Leia sem olhar a nota, aponte por escrito os erros que você identificou, e só então compare com o que a banca marcou. Onde a banca marcou e você não viu, encontrou-se um ponto cego. Depois volte a um texto seu antigo e procure o mesmo erro, porque ele quase sempre está lá. Um bom atalho é ler em sequência uma redação de 8,0 e uma de 9,8 do mesmo ano, com as notas tapadas.
Dá para ver casos de recurso que aumentaram a nota?
Dá. Várias fichas do banco registram nota que subiu após recurso deferido, com o valor anterior e o final anotados, e uma delas teve dois recursos aceitos. Isso não significa que recorrer costume dar certo, porque a maioria dos pedidos não prospera, mas mostra que a via existe e que ela premia argumento sobre a aplicação do desconto.
Preciso ser aluno do Elementar para acessar o banco?
Não. O banco é aberto a qualquer candidato mediante cadastro gratuito. Ele existe porque aprender a ler correção é o passo que mais destrava nota de redação, e esse passo não deveria depender de ter dinheiro para pagar cursinho.

40 redações corrigidas esperando por você

Gratuito, e o cadastro leva menos tempo do que ler este parágrafo

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Pedro Ferreira

Professor de Redação e Inglês

Pedro Ferreira sabe exatamente o que passa pela cabeça de quem está na reta final antes da EPCAr. Passou por isso, entrou no Esquadrão Xavante com 9,8 na redação, a maior nota da sua turma, e hoje ensina no Elementar Preparatório o mesmo método que o levou até lá: o Caveirão. Acredita que qualquer candidato que treinar direito consegue blindar a nota. Escreve aqui para ser o irmão mais velho que ele não teve quando mais precisou.

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